Coringa | O fantástico dia que vi Batman: O Cavaleiro das Trevas

O dia 18 de julho de 2008 é uma das datas mais importantes para o fã da DC, pois foi nesse dia que Batman: O Cavaleiro das Trevas foi lançado. Não lembro qual foi o dia exato que fui ao cinema assistir essa obra de arte, mas sabia que o ator Heath Ledger tinha morrido meses antes e que a equipe de marketing da Warner Bros não queria se aproveitar desse fato falando que aquele seria o último filme do ator, que ele morreu por ter interpretado o Coringa ou qualquer coisa parecida.

Em um dia qualquer… lá fui eu para o cinema comprar meu ingresso, estava aguardando a hora tranquilamente, naquele tempo eu já tinha visto os filmes do Batman dos anos 90 e o morcego já era meu herói favorito, mas não tanto como hoje. Enfim, chegou a hora, fui entrando nos corredores que davam pra sala do cinema, era de tarde e eu lembro de ter ficado surpreso com a quantidade de gente que estava indo no cinema naquela hora, não ficou lotado, mas pelo horário eu esperava menos pessoas.

Filme iniciado e logo de cara já vejo uma máscara de palhaço, depois tem frases de efeito como “o que não nos mata só nos deixa mais estranhos” e “ou você morre herói ou vive o bastante para virar vilão”, trilha sonora espetacular de Hans Zimmer, atores fenomenais em atuações fenomenais e claro, o astro maior dessa mega produção, o Coringa.

Sempre tive uma tremenda insatisfação em ter o Jack Nicholson como último Coringa no cinema. Quando criança, sentia muita vergonha alheia daquela atuação no Batman de 1989, mas aqui as coisas ficaram diferentes. Chega até ser um pecado destacar uma ou outra cena só, mas eu preciso dizer que Heath Ledger andando vestido de enfermeira é uma das coisas mais malucas e interessantes que eu já vi no cinema. Eu ainda não sabia, mas tinha acabado de me tornar um aficionado pelo Coringa.

O filme acabou e eu saí do cinema perplexo, tinha acabado de ver algo grandioso, mas tinha visto dublado e eu sabia que tinha perdido boa parte da emoção dos atores naquele filme, então falei comigo mesmo “Heath Ledger quer que eu ouça a voz dele”.

No outro dia eu estava lá no mesmo cinema para ver o filme legendado e aquilo que já era bom, tinha ficado ainda melhor. Vi o terror do Duas-Caras ao ver que tinha sido salvo pelo Batman, presenciei um Lucius Fox estarrecido com o que Bruce Wayne tinha feito, o Alfred como um verdadeiro pai, um fantástico Gordon e é claro, o ganhador do Oscar, Heath Ledger, numa fantástica e completa atuação como Coringa, o melhor Coringa do mundo, o único vilão do cinema que consegue ser tão importante quanto Darth Vader.

Em 2009 eu me surpreendi quando vi que meu Coringa favorito ia concorrer ao prêmio de melhor ator coadjuvante e a minha satisfação foi enorme ao ver que ele tinha vencido, pela primeira vez a academia tinha dado um Oscar póstumo.

Matei aula duas vezes para ver aquela obra prima que foi Batman: O Cavaleiro das Trevas e não me arrependo, afinal, o legado de Heath Ledger estava diante dos meus olhos. O filme não é sobre o homem que desce em cavernas, nunca foi sobre ele, mas sim sobre o palhaço lunático, o filme é sobre como um dia ruim pode transformar uma pessoa em Batman ou em Coringa e ao entender isso, ao ver que ele foi capaz de roubar o filme do personagem principal, ele se tornou o meu vilão favorito em todo o tipo de mídia existente.

Só quero fazer os leitores do Terraverso terem ótimos podcasts.

Bessa

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