Justiça Jovem | Por que amamos tanto essa série?

Algo que animou muitos fãs da animações da DC Comics foi a disponibilização da primeira e segunda temporada de Justiça Jovem no catalogo da Netflix, no dia 1º de janeiro. Eu mesma já comecei o ano bem, assisti as duas temporadas entre as idas e vindas no transporte público da vida.

Agora, qual é a formula que nos faz gostar tanto dessa série?

A animação teve seu primeiro episódio lançado em 26 de novembro de 2010, exibida no Brasil pela Cartoon Network e em episódios aleatórios na TV aberta. Derivada da HQ, com a proposta de dar destaque para personagens que ficavam em segundo plano. E deu muito certo nas telas, sucesso entre os fãs da DC, principalmente os brasileiros!

Para todos os órfãos de Liga da Justiça: Sem limites, a série é como um sopro de ar fresco. Matamos um pouco de saudade da Liga, que está presente em momentos chave, e conhecemos melhor a equipe formada inicialmente por Aqualad, Robin, Miss Marte, Kid Flash e Superboy. Na primeira temporada nos envolvemos nas suas histórias, conflitos pessoais e segredos, e ficamos ligados em prelúdios do que virá, como a aparição de Garfield Logan e também a cada nova adição na equipe, desde Artemis e Zatanna à Nova Geno-esfera.

Esses pequenos e grandes detalhes abrem espaço para desbravar todo o universo DC em uma única série. A primeira temporada se encerra dando espaço para vários acontecimentos, em meio a muita ação e drama não tão adolescente na medida certa.

Porém, damos um salto no tempo. A segunda temporada, Justiça Jovem: Invasão, começa após 5 anos dos acontecimentos que encerraram a primeira. Ficamos brevemente desorientados, surge uma nova formação da equipe e [SPOILER] o vilão é simplesmente aquele que os liderava, sim, Aqualad. A trama, que parece confusa inicialmente, começa a tomar forma e começamos a entender o que está acontecendo. Tudo está ligado, cada missão realizada fazia parte de algo maior, um vilão maior. Plot Twist atrás de Plot Twist. Um roteiro maduro, aparições memoráveis e perdas irreparáveis. Algo que você pensava que não podia ficar melhor, e fica.

O Arco é a premissa de muitas coisas boas para a próxima temporada, que finalmente deu seus primeiros passos e deverá ser lançada no fim deste ano. Graças a invasão é que aparece Virgil Hawkins, o jovem adolescente que será o grande Super-choque, e que recebeu convite para ser pupilo de ninguém menos que Raio Negro.

A complexidade da trama e a forma que deixam seus personagens mais profundos tornam a série muito atrativa, cada aparição, participação e referência é uma mistura de nostalgia com renovação. Renovação não por ser apenas uma equipe jovem, mas por ser atual. A diversidade de seus personagens e o Girl Power que não é só a Mulher-Maravilha, na série uma garota poderosa pode cozinhar biscoitos ou ser cientista e ainda lutar ferozmente.

E o tempo de espera pelos próximos episódios só aumentam a ansiedade. Com o titulo de Young Justice: Outsiders, a terceira temporada ainda não tem data oficial de estréia.

Uma deusa, uma louca, uma feiticeira.

Rebeca Vilas Boas

Uma deusa, uma louca, uma feiticeira.